Retina e Vítreo


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Responsável: Dr. Tiago Gnocchi da Costa

O Departamento de RETINA, coordenado pelo Dr. Tiago Gnocchi da Costa, conta com a mais avançada tecnologia para o diagnóstico e tratamento das doenças vítreo-retinianas, como descolamento de retina, retinopatia diabética, degeneneração macular relacionada a idade, retinopatia de prematuridade, buraco macular, entre outras.
 
 
 
 

Estrutura diagnóstica habilitada a realizar os seguintes exames e procedimentos:
  • Fotocoagulação retiniana com laser verde (argônio)
  • Mapeamento de Retina
  • Retinografia colorida
  • Angiografia fluorescente
  • Tomografia de coerência ótica (OCT)

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Estamos habilitados a realizar os seguintes procedimentos cirúrgicos:

  • Infusão intra-vítrea de anti-angiogênicos e triancinolona
  • Infusão intra-vítrea de antibióticos para o tratamento de endoftalmite
  • Vitrectomia via pars plana 20, 23 e 25 gauges (sutureless)
  • Cirurgias vítreo-maculares
  • Reposicionamento e sutura de lente intra-ocular luxada
  • Facofragmentação
  • Cirurgia combinada Faco-vitrectomia
  • Retinopexia convencional com introflexão escleral
  • Retinopexia Pneumática
  • Endolaser
  • Endodiatermia
  • Implante de óleo de silicone e gás
  • Criopexia


Estamos habilitados a tratar, entre outras, as seguintes doenças:

  • Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)
  • Retinopatia Diabética Proliferativa
  • Oclusões Vasculares Retinianas
  • Edema Macular Diabético
  • Hemorragia Vítrea
  • Membranas Epirretinianas
  • Buraco Macular
  • Descolamento de Retina
  • Profilaxia do Descolamento de Retina com Fotocoagulação a Laser
  • Traumas Oculares
  • Complicações de cirurgia de catarata
  • Lentes intraoculares deslocadas

Por que o diabetes é uma doença tão comentada?

O diabetes é uma doença que acomete mais de 12 milhões de pessoas no Brasil. As complicações crônicas (em longo prazo) secundárias ao diabetes ocorrem principalmente sobre o sistema vascular. Dentre elas as mais importantes são a cardiopatia isquêmica (infarto), insuficiência renal, doença vascular periférica (responsável por amputações de membros inferiores) e a retinopatia diabética.

Qual a importância do diabetes na oftalmologia?

A retinopatia diabética, juntamente com o glaucoma e a degeneração macular relacionada à idade, é uma das principais causas de cegueira irreversível no Brasil. Os principais fatores de risco para o aparecimento desse problema oftalmológico são: tempo de doença e controle metabólico. Após 10 anos de doença aproximadamente 50% dos diabéticos apresentarão algum grau de retinopatia, enquanto após 30 anos, 90% apresentarão.

Como a glicemia afeta a visão?

O controle metabólico refere-se ao nível glicêmico (taxa de açúcar no sangue). Quanto mais elevada à glicemia, mais rapidamente se desenvolverá a retinopatia diabética. Por isso, a principal medida para a prevenção e controle da retinopatia diabética é o controle metabólico, obtido através de dieta, exercícios físicos regulares, controle do peso e uso de medicações (hipoglicemiantes orais e insulinas).

Como saber se um paciente diabético tem comprometimento da retina?

O exame de fundo de olho – sob dilatação da pupila – DEVE ser feito em todos os pacientes diabéticos anualmente. O primeiro exame deve ser feito cinco anos após o diagnóstico nos diabéticos do tipo 1 e na ocasião do diagnóstico nos diabéticos do tipo 2. O diagnóstico precoce permite um manejo mais preciso e eficiente da retinopatia diabética.

Qual é o tratamento para esses pacientes?

O tratamento da retinopatia diabética depende fundamentalmente de seu estágio. Após a avaliação do fundo de olho com um médico oftalmologista, nos casos em que a doença se encontra mais avançada, é recomendável uma avaliação com médico retinólogo (oftalmologista especialista em problemas de retina). Avaliações complementares com angiografia fluoresceínica e tomografia de coerência óptica (OCT) ajudam no estagiamento e na seleção da melhor opção terapêutica. Fotocoagulação com laser, infusão intraocular de anti-VEGF e corticosteroides e cirurgias vítreo-retinianas fazem parte desse arsenal.

O que o doutor acha que as pessoas não podem esquecer a respeito diabetes?

O Diabetes é uma doença silenciosa cujas complicações são debilitantes e incapacitantes. A prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para a minimização dos danos por ele causados. Pacientes diabéticos devem realizar regularmente exame oftalmológico, mesmo na ausência de sintomas visuais.

O que é DMRI?

A Degeneração Macular Relacionada à Idade é um processo anormal de envelhecimento da retina que afeta a visão central, ou seja, atrapalha na realização de tarefas como leitura, atividades manuais, assistir televisão e, até mesmo, reconhecer o rosto das pessoas. Afeta, principalmente, pessoas com mais de 65 anos de idade e nos Estados Unidos é a principal causa de cegueira. No Brasil, divide o segundo lugar nas causas de cegueira, junto com o Diabete Melitus.

Quais os sintomas dessa doença?

As manifestações mais comuns da doença são a diminuição da visão (baixa acuidade visual) e a visão tortuosa, oftalmologicamente chamada de metamorfopsia. Essa última ocorre devido ao extravasamento de líquido dentro da retina, provocando uma irregularidade da mesma. Quando a luz incide numa retina irregular, edemaciada, a percepção de formas retas passa a ser ondulada, essa é maneira que mais comumente os pacientes descrevem a sua visão. A baixa acuidade visual pode ocorrer de forma gradual ou súbita, variando de acordo com o tipo da doença.

Quais são seus tipos? Qual é o mais grave?

A DMRI possui duas formas de apresentação clínica: forma seca ou atrófica e forma úmida ou exsudativa. A primeira responde por 85% dos casos e somente por 20% dos casos de perda visual grave. Ao contrário, a forma exsudativa, embora mais rara (15% dos casos) responde por aproximadamente 80% dos casos de cegueira legal causados pela doença.

Como diagnosticar a doença?

As formas iniciais de DMRI podem ser detectadas antes mesmo do aparecimento dos sintamos em consultas oftalmológicas de rotina. O exame de fundo de olho, sob dilatação da pupila, fornece informações relevantes para o diagnóstico.

Alguns exames adicionais são fundamentais para avaliar a presença de “atividade” da doença – exsudação ou vazamento de líquido dentro da retina. Esses exames são: Angiografia Fluoresceínica e a Tomografia de Coerência Óptica.

A Angiografia é realizada após a infusão de um corante na veia e fotografias com filtros especiais são tiradas, sequencialmente, do fundo de olho, permitindo, dessa forma, um estudo dinâmico da circulação sanguínea da retina.

O OCT, por sua vez, é um exame capaz de mostrar as camadas da retina. Funciona como uma tomografia, mas não utiliza radiação nem contraste. Fornece informações fundamentais para o diagnóstico e o acompanhamento do tratamento.

Esses dois exames são utilizados principalmente para a forma úmida da doença. A forma seca da doença pode ser acompanhada, quando necessário, com exame de autofluorescência. Esse exame também não utiliza contraste ou radiação e é capaz de delimitar com maior precisão as áreas atróficas da retina.

Essa doença tem tratamento? Pode ser prevenida?

Felizmente, a resposta para as duas perguntas é sim. O tratamento para a DMRI é direcionado para os casos mais graves, forma exsudativa. Nesses casos, é feito através do uso de medicações que agem sobre o vazamento de líquido no interior da retina. Essas substância, os antiangiogênicos, possuem alta capacidade de diminuir o extravasamento e absorver o líquido intrarretiniano, isto se deve a sua capacidade anti-permeabilidade. Sua ação não para por aí. Age também inibindo as moléculas que causam o vazamento – propriedade antiangiogênica. Sua aplicação respeita normas e protocolos internacionais, devendo ser feita em ambiente cirúrgico e sob cuidados de um médico especializado. Os resultados do tratamento dependem muito da maneira como a doença se apresenta, visto através dos exames mencionados e do tempo.

A prevenção da doença é direcionada, principalmente, não para os pacientes que não a possuem, mas para aqueles que possuem as formas iniciais, evitando que evoluam para formas mais graves. Assim sendo, novamente, a detecção precoce em exames de rotina se torna fundamental. Há muito tempo complexos vitamínicos com antioxidantes vem sendo usado nesses casos. Recentemente foi publicado para a comunidade científica um grande estudo americano com mais de quatro mil pacientes acompanhados por cinco anos mostrando os efeitos benéficos da Luteína e da Zeaxantina adicionadas ao polivitamíco tradicionalmente utilizado. Os resultados foram positivos e mostrara uma proteção 10% maior em relação à formulação anterior. Vale ressaltar que não são todas as pessoas que se beneficiam desse tratamento, somente aquelas que já possuem a forma inicial da doença ou tiveram a forma grave em um olho e utilizam essa formulação para prevenir o acometimento do outro olho.