Oftalmopediatria e Estrabismo


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A responsável pelo departamento de Oftalmopediatria e Estrabismo do Hospital da Visão é a Dra. Monique Avozani.

 
 
 
 
 
 
 
 
 


Oftalmopediatria é a especialidade dentro da oftalmologia que cuida das crianças de zero a doze anos.

O primeiro exame a ser realizado pela criança é o Teste do Olhinho. Este teste é indolor e diagnostica muitos problemas oculares, que podem ser tratados imediatamente após o nascimento, minimizando ou evitando a perda da visão. Quanto antes os problemas são detectados na criança, maiores são as chances de tratamento.  O Teste do Olhinho pode ser feito a partir de dois dias de vida. 

O segundo exame deve ser realizado dentro do primeiro ano de vida do bebê. Nessa fase, podem-se avaliar praticamente todos os aspectos da visão: desde a acuidade visual (Teste de Teller, fixação e seguimento de objetos próximos), desvio dos olhos, ametropias (grau de miopia, astigmatismo e hipermetropia), alterações na córnea e cristalino e  até anormalidades na retina. 

Lembre-se de que qualquer sintoma na criança, como lacrimejamento, olho vermelho, coceira ocular, secreção, desvio dos olhos após o quarto mês de vida (ou olho ‘vesguinho’), ‘piscadeira’, fixar objetos muito próximo dos olhos, são anormalidades e devem ser investigadas pelo oftalmopediatra.


Estrabismo é a área da oftalmologia que diagnostica e trata os desvios oculares ou desalinhamentos dos olhos. Além disso, os problemas sensoriais que vem aliados ao desvio do olho, podem e devem ser tratados conjuntamente. Os desvios podem aparecer a partir dos quatro meses de idade de um bebê ou também podem mais tardiamente na vida e poderão ser corrigidos com óculos, oclusão, colírio ou cirurgia dependendo do tipo do desvio. Lembre-se que o estrabismo nunca desaparece sozinho, sem tratamento.

Cirurgia de Estrabismo

A cirurgia de estrabismo é realizada para a correção do olho que está desviado, na tentativa de posicioná-lo o mais próximo possível do alinhamento paralelo entre os olhos. O maior risco é não ficar tão perfeito como se deseja e pode ser necessário um retoque. É uma possibilidade que ocorre em aproximadamente 25% dos casos. Porém, após o primeiro ato cirúrgico, os pais perdem o medo, pois viram que a operação não traumatizou a criança. A internação hospitalar é de poucas horas e a recuperação é rápida. Os olhos ficam vermelhos por alguns dias, mas isso não impede as atividades normais do paciente, exceto a de frequentar a piscina ou mar por alguns dias. Outro fato que amedronta os pais é a anestesia geral. O que tenho a dizer sobre isso é que operamos crianças há muitos anos, sem nunca ter tido nenhum acidente anestésico, por menor que seja. Esse é o tamanho do risco anestésico, na minha estatística.